terça-feira, 17 de novembro de 2015

A Morte é o Supremo Amor



O que acontece quando morremos? I     O que acontece quando morremos? II

O que acontece quando morremos? III

Brahma e Vishnu procuram Shiva para tratar sobre um assunto urgente, e o encontram entretido no ato sexual com sua esposa. Shiva, a Morte está tão absorvido no ato que não se dá conta de que os outros dois deuses, Criação e Duração haviam entrado em sua habitação.

É muito rica e muito bela essa imagem mítica da morte transformada em uma unidade que flui entre Shiva, Brahma e Vishnu, três em um; o três que é UM. Uma divina unidade onde a dualidade chega ao fim. Destruição-Criação-Duração: três deuses reunidos em um só Ser Uno.

Então a Morte não pode ser destruição; é uma dança que flui, uma respiração constante entre destruição, criação e duração. E morte é criação e duração; quanto mais morte, mais duração e mais a vida se prolonga; quanto mais morte, mais criação e mais a vida se renova. 

E ainda há mais: a Morte é uma habitação, algo mais que só espaço, há algo vivo ali, alguém respira ali; é a habitação de alguém. O divino Ser, a divindade, o Uno habita ali, é a habitação interior do Uno vivo em seu próprio mistério em iluminação. 

É o que encontramos quando abrimos os olhos dentro de nós mesmos. 

E há ali destruição e criação, unindo-se sexualmente em favor da sustentação da vida enquanto que o resultado dessa fusão amorosa, luminosa e constante é uma eternidade de ser natural, viva, feliz, criadora. É muito, muito belo esse símbolo.

A Morte está aí e a mente está reagindo. Então em lugar de tentar escapar, você experimenta algo completamente novo, permanece no corpo, fica presente e olha ali dentro; há profunda penetração e surgem símbolos para o conhecimento interior: três deuses em um só. 

São símbolos. São idéias e a imagem de um deus está ali, mas não são reações que estejam vindo do medo, não são obsessões vindas de uma reação violenta de ódio porque estamos perdendo tudo possuímos. 

São pura arte, parece uma brincadeira bem humorada que desperta a criança em nós, uma gostosa brincadeira feliz que nos leva a um encontro profundo com o desconhecido enquanto o mistério ganha expressão por meio de uma rica linguagem; enquanto lança uma ponte que dá acesso ao desconhecido.

É a linguagem do amor, daí a ênfase do mito no sexo, e não é somente sexo, é uma absorção profunda, um desaparecimento total na habitação do que é Divino. Não é uma reação automática e inconsciente de quem se debate e está com medo, trata-se do conhecimento místico profundo de quem é sensível e feliz como uma criança.

É simbólico mas não é uma reação, é antes uma elevada forma de autoconhecimento porque quem morre somos nós; trata-se de você e eu que nascemos para o conhecimento profundo e total da morte e isso somos nós, é nossa essência mais básica. 

E entrar nessa habitação é um novo nascimento em nós mesmos e uma nova criação; significa que a experiência da Morte é o conhecimento da Luz que é própria Vida. E essa nova Luz é nossa mais profunda natureza, aquilo somos nós em nossa mais íntima realidade; pura divindade. É muito belo, até onde nos leva, o que nos dá a conhecer essa linguagem mítica do Amor.

A Morte é a habitação da Vida, destruição-criação-sustentação para mais e mais vida; e a Morte é o fim do diminuto eu, a mente cessa ali e súbito você é um com a Vida em si; de repente você conhece a Vida tal como ela é em sua eternidade de ser natural: divina e Suprema. 

A Morte aí está, no corpo, na respiração, é a vida mesma. Diante da Morte, a mente reage e tenta escapar; ali ela não pode se mover, ali dentro naquela habitação a mente cessa e seu eu desaparece. Para a mente é total destruição e porque você está adormecido ali não pode ver que aquela destruição é para mais e mais vida; é criação, é duração; está ausente, não pode ver, tem medo e se agarra na mente. 

A mente reage e rejeita aquilo, foge para dentro de uma atitude “contra” expulsa  a morte para o "fim da vida" e arrasta você para dentro dessa escuridão dividida. A mente é contra a morte, não deseja perder seu eu, deseja que seus sonhos continuem, anseia em continuar a viver em seus sonhos e arrasta você para dentro do sonho.

A mente não deseja morrer e a Morte aí está, inexorável, divina, eterna; então mente é contra. 

Mas se abrimos os olhos ali dentro podemos ser totais outra vez; ali está a Luz da qual surgimos e ali somos livres para ser um com a Luz outra vez. E a Luz é a Vida, ali a Luz não é somente energia, é pura divindade, a Divindade em seu Ser Uno, da qual surgimos e agora retornamos em plenitude de conhecimento; em plenitude de consciência.

Essa habitação é nossa existência, é nosso próprio corpo; e aquele medo é nosso eu, aquela fuga sem fim é nossa mente cotidiana, e para nós a Morte é essa ausência de amor, ausência de unidade, ausência de Luz. 

Mas apenas porque permanecemos adormecidos na divina Luz da Vida.

E precisamos brincar como uma criança, ser de novo um com nossa inocência, descermos de volta ao que é natural em nós e estarmos ali presentes, de olhos abertos, em plenitude de consciência, só então podemos retornar à felicidade de sermos um com o Uno outra vez.


Gratidão a Shiva-Brahma-Vishnu


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A Morte é o Amor

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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Morrer para a Divisão



Veja o artigo anterior

O que acontece quando morremos? II


Brahma e Vishnu procuram Shiva para tratar sobre um assunto urgente, e o encontram entretido no ato sexual com sua esposa. Shiva, a Morte está tão absorvido no ato que não se dá conta de que os outros dois deuses, Criação e Duração haviam entrado em sua habitação...

Que imagem extraordinária essa que surge da comunicação com a Morte por meio de símbolos, nada que ver com um jogo de crença, nada que ver com religião; pura espiritualidade, pura divindade. Porque entrar ali e conhecer a Morte por dentro é desaparecer no que só pode ser chamado de Divino. 

Esse conhecimento intuitivo da Morte por dentro é a essência do que chamamos de autoconhecimento.

A Morte está tão absorvida no ato sexual que não se dá conta de que os outros dois deuses estão ali em sua habitação…

Essa extraordinária imagem está dizendo que a Morte existe em seu próprio espaço. Esse espaço existe aí mesmo onde você está e só permanece oculto para quem olha através da mente consciente. 

O lugar oculto da Morte é um espaço de divindade e isso é seu interior; ali a Morte é como um lar, é onde habita a Divindade. Ali o Divino é três: Destruição-Criação-Sustentação; e não são três, são um só. 

Destruição onde se fundem Criação e Duração; Duração onde se fundem Destruição e Criação; Criação onde se fundem Destruição e Duração. Então conhecer um é conhecer os outros dois e retornar ao Uno; e essa experiência de retorno ao Uno é uma dança de fusão entre trindade e dualidade onde ambos, o três e o dois desaparecem.  

E isso é a Morte autêntica; um desaparecimento de olhos abertos na unidade natural, e ali a experiência do fim das diferenças, das distâncias e das divisões.

Não são dois, é o três; não são três, é o dois e não são dois e nem três é o um. Um retorno consciente ao um. Essa unidade do três com o dois é o Uno, e a Morte é uma profunda penetração nisso que é o Uno, ali onde o três e o dois se encontram por meio de uma sexualidade divina e estão desaparecendo, fundindo-se um no outro, para mais e mais Vida.

Shiva, Brahma e Vishnu não são três, são o Uno. Conhecer isso em si mesmo é descobrir o que é a Morte por dentro!

Shiva-Brahma-Vishnu: Morte é Destruição. A destruição é criação que provoca duração; isso é penetrar o mistério daquilo que é eterno. Conhecer isso em nós mesmos é a mais alta realização, e não pode haver liberdade maior do que essa. Puro êxtase, suprema felicidade.

Shiva-Brahma-Vishnu: Morte é Criação. A criação é destruição que produz duração; isso é a penetração profunda no Reino de volta à Vida eterna. Conhecer isso em nós mesmos é a mais alta iluminação, realização profunda, supremo êxtase.

Shiva-Brahma-Vishnu: Morte é Duração. A duração é destruição que gera mais e mais criação; isso é penetrar a mais íntima natureza. Conhecer isso em nós mesmos é a mais alta realização, é nos tornarmos um com a Vida e voltar para casa;  A mais alta iluminação, pura felicidade.

Que coisa devastadora que é o conhecimento profundo do que se oculta em nós. É estar presente e abrir os olhos nesse espaço profundo onde a mente cessa. É conhecer ali dentro nossa real natureza criadora na descoberta da Luz interior da qual surgimos a cada momento em manifestação constante, pura e natural. Então nesse mesmo conhecimento interior nos tornarmos senhores de nós mesmos, governantes de nossa própria existência.

Shiva é Brahma, Brahma é Vishnu e Vishnu é Shiva e Brahma. O Supremo, Morte em iluminação, Vida em plenitude na consciência. Não são três, são um só Ser Uno; são uma divina unidade; são criação, destruição e duração reunidas em um só espaço profundo, um espaço em iluminação, uma habitação onde há encontro, fusão e supremo êxtase. Isso somos nós mesmos. É a revelação do que somos por dentro, a revelação do que trazemos dentro de nós, a revelação daquilo de que temos medo e rejeitamos em nós mesmos.

O medo surge do fato de que ali, a mente cessa e o pensamento não pode se mover. Então tal como estamos não podemos existir ali; tal como pensamos ser por fora não podemos estar ali. 

Significa que ali dentro, dentro da Morte não pode haver destruição sem criação e duração; se um ali está, os outros dois estão presentes em fusão. E a morte não é mais essa lamentável destruição final de tudo que nos causa medo e ódio; diante dessa extraordinária simbólica cheia de divindade agora ela pode ser também encontro, gozo e diálogo. Agora pode ser também uma união sexual entre macho e fêmea e então penetramos o mistério de nossa própria sexualidade, enquanto a Morte mostra-se como um ritmo de fusão criadora entre uma tríade de deuses e nossa própria dualidade sexual. 

O que acontece quando morremos? Há destruição, então uma sempre nova criação para mais e mais duração. Pura Vida eterna em plenitude diante de nossos olhos abertos.

E estamos de volta ao Reino e em uma nova união ao Ser Uno que ali habita. Isso é a descoberta do que já somos por dentro. E se ali presentes, penetramos a mente e abrimos os olhos além, é a realização, a eternidade; Vida em iluminação, espaço em plenitude. A Morte é essa penetração profunda que nos ilumina por dentro.

Antes na escuridão da mente dividida, diante da Morte só haviam reações de medo e ódio, agora sob a claridade de uma nova Luz você pode rir e gozar. Antes na ausência do conhecimento, você tinha de lutar e fugir para dentro da escuridão, agora na plenitude desse conhecimento do que já É por dentro, você é livre para relaxar, gozar e celebrar uma nova Luz viva. 

Morte, sexualidade e Divindade; três deuses. São símbolos de conhecimento interior; é muito belo.


Gratidão a Shiva-Brahma-Vishnu.

O que acontece quando morremos? I    O que acontece quando morremos? III


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Morrer para_a Divisão

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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Morrer para sua Mente



O que acontece quando morremos? I

Essa é uma pergunta muito fundamental, por isso é que essa pergunta está na base de toda busca espiritual, e o tipo de resposta que se tenta dar a ela é o define uma doutrina religiosa da outra. 

Quando o tema é a morte, de imediato surgem duas reações, ou está ali a religião com sua obsessão pela crença ou está ali uma reação contra a religião. Diante da ideia da morte, imediatamente a mente reage e luta para se manter agarrada a alguma coisa, persegue algo em que acreditar; então ou você crê ou acredita que crença é bobagem.

A morte está ali e a mente reage. É dessa reação automática diante do fato da morte que então surge “a ideia de um deus” cujo sinônimo é “crer” ou a ideia oposta "não existe isso de um deus", uma crença também. A reação da mente em ambos os casos é a mesma: buscar algo em que acreditar, acreditar a em algo que diminua  a ansiedade mental diante da fatalidade inevitável que é a morte. 

A Morte ali está. Então surgem idéias e as idéias se juntam em teorias; ideia de reencarnação, ideia de ressurreição, ideia de céu e de inferno, ideia de purgatório onde se pagam as dívidas cármicas, ideia de pecado e ideia de que nada disso existe a não ser na cabeça de quem crê. São reações da mente diante da morte.

A Índia e as coisas orientais são muito belas e muito significativas. Na mitologia hindu, a figura de Shiva representa a “Trindade da Morte”; a morte é três, é uma tríade que inclui três ideias simbólicas muito belas:

A ideia de destruição e morte, onde o símbolo é Shiva. 
A idéia de criação, onde o símbolo é Brahma.
 E a ideia de sustentação e duração cujo símbolo é Vishnu. 

É belo. Diante da morte a mente está criando símbolos e isso é belo porque então não se trata somente de reações automáticas, mas há ali também uma tentativa de comunicação com o fato real da morte, uma comunicação com o desconhecido. Se há comunicação então pode haver descoberta, pode haver conhecimento; e mais ainda, se há ali comunicação entre quem morre e a morte, há também encontro e relacionamento. 

Segundo conta o mito, Brahma e Vishnu procuram Shiva para tratar sobre um assunto urgente, e o encontram entretido no ato sexual com sua esposa. Shiva, a Morte está tão absorvido no ato que não se dá conta de que os outros dois deuses, Criação e Duração haviam entrado em sua habitação. 

Cansados por terem de esperar em pé durante horas até que Shiva finalmente note sua divina presença, Brahma e Vishnu irritados, lançam uma maldição sobre o deus da morte declarando que a partir de então sua imagem seria representada pelo símbolo fálico do pênis erguido: o Shivalingam.

Relacionamento, encontro, fusão, gozo, comunicação; isso é o amor. É muito bela essa mitologia.

“Shiva absorvido em um encontro sexual com a esposa.” 


A Morte tem uma esposa; a Morte é como um matrimônio e a Morte é uma união sexual… São símbolos; e como são belos esses símbolos. Uma esposa, um matrimônio, um encontro sexual; o que é isso? É amor; a Morte é o Amor! 

Essa imagem representa uma dança de união entre as naturezas macho e fêmea de algo muito maior, algo que não é somente fêmea a e não é só macho, mas uma unidade entre ambos, e é uma união onde ambos estão se dissolvendo um no outro. E a Morte é um ato de amor, o gozo supremo; há penetração, há encontro e fusão, na fusão há dissolução e descoberta. Há então uma comunicação, porque o amor é sempre um intenso encontro que permite uma profunda comunicação de onde brota felicidade, êxtase e bem aventurança. 

Através de uma fusão sexual, a fêmea e o macho estão unindo-se, e ao desaparecerem um no outro  acontece uma estreita comunicação. É uma imagem muito bela. Tudo ali é gozo; êxtase e a Morte está falando à sua esposa, que permanece sentada sobre seu colo durante todo o encontro. A Morte é união, a Morte é encontro e descoberta e sua esposa está sentada sobre seu pênis erguido. Encontro, há então uma fusão, há uma penetração profunda no desconhecido; súbito há gozo, supremo êxtase e descoberta; uma iluminação. 

Penetração profunda, fusão, descoberta e gozo. Isso é o conhecimento, a Morte é a entrada em um novo espaço e é um meio para o conhecimento de algo profundo. É como quando o pênis do macho penetra profundamente a vagina da fêmea; é como entrar em algo profundo, vivo, vibrante, cheio de vitalidade e é uma penetração no corpo. Súbito há gozo, de repente vem o conhecimento, então há descoberta; é a Verdade, há iluminação.

E a imagem do encontro sexual em meio a deuses é perfeita, a fusão é tão intensa que não é desse mundo, é divina; o encontro é tão total e penetrante que chega a tocar o divino. E a Morte entrega-se a ela de maneira tão total que Criação e Duração desaparecem ali no ato de união da Destruição com sua esposa. E desaparecem porque não são três, são um só.

Por isso a ênfase no pênis, é corporal e trata-se de penetrar além, trata-se de estar no corpo, entrar e conhecer além; trata-se de entrar no desconhecido e descobrir; é um fenômeno de conhecimento profundo, é realização, é iluminação, descoberta em êxtase. O gozo supremo; a imagem do falo ereto, a imagem do pênis erguido na vertical é simplesmente genial porque a morte nos assusta e para nós a morte é medo, mas o sexo nos deixa embriagados de desejo. Agora queremos entrar, agora não há medo, desejamos penetrar e gozar, e desejamos nos entregar à penetração e desaparecer em um gozo profundo. 

A imagem é tão forte e bela que o pensamento para, o medo desaparece e surge o desejo de conhecer o desconhecido por dentro. A morte é medo, temos medo da morte porque é o desconhecido, mas o desejo sexual é muito mais poderoso, o desejo de penetrar e ser penetrado, o desejo de se fundir e desaparecer no gozo é tão intenso que esquecemos o medo, nos entregamos e nossa entrega é total. 

Então a mente cessa, e ali em gozo o eu desaparece; é a realização, é bem aventurança; e estamos nos dissolvemos em um espaço pleno de Luz viva. Entramos ali e vem a iluminação, somos preenchidos de Luz, conhecemos a Morte por dentro, descemos até sua mais íntima profundeza; e tudo é Luz.


A Morte é uma profunda penetração no desconhecido. Penetrar é conhecer, então macho e fêmea desaparecem um no outro e o que resta é iluminação; penetrar é descer até o fundo, descobrir, celebrar o mistério, então a mente cessa de existir e a sexualidade é transformada em um gozo luminoso. 

O pênis, a vagina… são coisas corporais, existenciais, onde os pensamentos cessam, são desnecessários, nenhuma crença é necessária, o corpo é suficiente. Descer ao corpo, estar ali presente, entrar ali e deixar que o olhar seja levado para dentro até a mais profunda intimidade; isso é se dissolver e conhecer o Supremo dentro de si mesmo; e é a mais alta realização, uma nova união em plenitude de consciência com a divina Luz de Ouro. É muito belo.

Gratidão a Shiva-Brahma-Vishnu

O que acontece quando morremos? II     O que acontece quando morremos? III

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Morrer para a mente

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