segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Morrer para o que Você Conhece



O maior dos desafios de um discípulo é passar por esse conhecimento devastador da morte por dentro. Mas não há nenhuma vida verdadeira sem essa travessia interior.

Não há nisso que é morte qualquer negociação. Diante dela de nada adianta você pode pedir mais tempo; ali o tempo acabou, o pensamento finda, a mente está silenciosa e o eu não é mais.


A morte sempre é algo definitivo e total; e sua natureza é absoluta; divina mesmo. E a morte tem de ser divina porque a Vida é pura divindade em ação.

O problema com a morte é que ela está sempre fora de seu controle; aliás como tudo na vida. E não pode ser diferente porque morte e Vida não são dois; são um único fenômeno de Ser. Não existe isso de morte contra a Vida e a Vida está sempre surgindo da morte. Quanto mais morte, mais Vida e isso está acontecendo agora em todo o universo. 

Morte e Vida; uma nascendo de dentro da outra, uma surgindo da outra a cada instante.

Por esse motivo na realidade, não há isso de morte no fim da vida; é como uma fonte abundante, o que existe é um vasto nascimento constante; transbordamento vivo e constante, sem fim.


E ela é como todas as coisas que são naturais: uma espontaneidade de ser. Ela vem quando quer e isso não depende de seu desejo. Não adianta querer morrer e de nada adianta desejar não morrer.

Quando alguém vai nascer, ninguém sabe dizer exatamente quando; e quando alguém vai morrer é o mesmo. Porque não são duas experiências; são uma experiência única de Ser.

Só há uma forma de atravessar a morte: deixando que aquilo aconteça por si mesmo. Deixando que aquilo seja o que É e mova-se segundo sua própria inteligência.

A morte exige total abandono de si mesmo e nesse abandono mostra-se o Ser que É. 

Mas você nunca faz isso, nunca confia e jamais deixa que a coisas sejam apenas aquilo que são. E não vai ser na hora da morte que isso vai acontecer. Daí a importância de conhecer a morte aprendendo a olhar com calma dentro dela, a cada reação da mente diante do movimento total da Vida.

Esse largar a coisa e confiar; esse simples desprender-se; esse deixar ser o que É é a coisa mais difícil para um discípulo. Porque nosso treinamento mental é nos manter agarrados; é lutar pelo controle, possuir algo para chamar de "meu".

O problema com isso é que jamais abandonamos nossa obsessão pelo controle e estamos sempre nos agarrando a algo. Vivemos de desejos e crenças e todas as formas de crença são uma tentativa desesperada de controle. 

A forma mais baixa dessa mentalidade obsessiva é a tentativa de controlar o outro, e sua forma mais violenta é a tentativa de controlar a morte. A mais baixa é chamada de ciúme e a forma mais violenta chamamos de Deus.

Mas a resposta ao desafio de morrer, assim como o de viver, não é lutar por mais controle.

A resposta é mais e mais consciência. 

E somente a presença que se traduz em compreensão, olhando todos os dias alerta dentro das reações dessa mente que não quer largar seu eu, é capaz de nos levar a esse crescimento feliz e simples na consciência.


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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Morrer para Si Mesmo



Quando não há ali um eu resistindo ao que É.

Quando não há ali um eu, a mente pode finalmente estar presente, sentindo-se por dentro; alerta. 

E sem a luta pelos sonhos, ela pode estar ali de maneira simples, de olhos abertos, atenta e silenciosa; enquanto pouco a pouco sua substância torna-se unificada, profunda e silenciosa.

Então na luminosa presença a percepção, o sentimento, o pensamento e mesmo as reações cotidianas da mente ganham um tremendo significado criador.

Ali na presença todo alerta que olha dentro da mente sem usar "um eu", a consciência encontra mais e mais espaço para se focalizar sem qualquer esforço, sem lutar para não se distrair, sem resistir ao que se passa através dela a cada instante de existência.

E sob o olhar todo alerta dessa presença nenhum eu é necessário e a mente é livre para reagir, perceber, sentir, pensar sem qualquer esforço, divisão ou conflito... Súbito há grande consciência.

Essa emergência silenciosa e livre da consciência surge de maneira simples e penetra o que está além. Esse aprofundamento da consciência no espaço interior não vem de um esforço para chegar a algum lugar, não nasce do desejo de ter algo mais.

Aquilo surge por si mesmo de maneira natural e súbita; aquela imensidão surge da própria percepção mais e mais total do que está em ação manifestando-se através da mente a cada instante de existência. 

E o silêncio penetrante, o espaço profundo, a luminosa consciência... Tudo isso é morte para esse eu mental feito de reações divididas em conflito entre si. 

Essa presença, a profundidade em iluminação, a extraordinária criação constante é o movimento da Suprema Unidade saltando do infinito para dentro do instante, existindo por um momento e logo retornando além plena de consciência.

Conhecer a cada instante o quê você já É por dentro é pura benção. 

Benção mortal e devastadora!



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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Morrer para o que Você Pensa

Em sua mente há imenso espaço

Em sua mente há imenso espaço quando você pode finalmente estar ali muito quieto olhando tudo em silêncio enquanto se deixa soltar do que está vendo. 

Nessa imensidão de espaço interior, aquilo é você mesmo; e ali dentro a sós consigo você se sente então esvaziado de divisões, reações e oposições automáticas pela primeira vez. 

Isso é pura benção. 

Aquela imensa sensação de presença desce sobre você e não há nada a fazer a não ser celebrar uma intensa felicidade sem motivo aparente que preenche tudo, incendeia e permanece.

Mas isso pode ser muito delicado para ser vivido como uma experiência. Trata-se de um morrer por dentro. 

Ali você está conhecendo a morte por dentro. E entrar ali significa morrer a cada instante para tudo aquilo que você pensa ser seu ou que sente como sendo você mesmo.

É benção profunda e é um puro morrer para a sensação de ser alguém em particular. E ali não há dois; estar ali é ser um; um com o Uno. 

Então não se deixe enganar, esse seu eu não pode entrar ali e somente você em uma nova união com o a unidade natural do Ser, pode abrir os olhos e conhecer o que habita ali dentro muito além dos seus sonhos e do que você imagina; muito além do que você pensa o tempo todo.

Essa é toda a dificuldade. Você não pode entrar ali porque ainda não é um. 

E não é só isso, da maneira como está, só pode existir como se fosse dois. Na realidade você vive como se fosse uma multidão; uma multidão de desejos e esperanças sempre lutando na escuridão mental de sua ausência por mais e mais satisfação.

A coisa toda é tão delicada que somente através de uma profunda e devastadora morte a multidão de sonhos e falsidades pode ser ultrapassada; somente através de um profundo não ser, abre-se em você aquele espaço imenso onde habita o Ser que É em sua própria luz.

E o problema todo é que você odeia a morte enquanto se agarra ao seu nascimento, faz isso há milênios no automático; e age assim apenas para "ter alguém" em que se agarrar... na esperança de ser.

Precisa perguntar: 

"Se o Ser já É, por que é que tenho que lutar para vir a ser?"

Isso pode ser uma grande libertação. Mas você não quer perguntar, prefere se esconder na multidão; porque então aonde tal pergunta o levará? Você sabe muito bem. Aquele profundo morrer começa ali, e aquilo levará tudo de você. 

A resposta expulsará você de si mesmo e nada restará desse seu sonho de ser.


E somente então você conhecerá o que é estar presente enquanto abre-se em você aquela imensidão em plenitude de iluminação criadora.


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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Medo é Imaginação


A meditação não é.

A meditação não é um tipo de auto-hipnose e não é imaginação. 

Meditar não significa entregar-se a algum rito. Estar ali a sós olhando dentro de si em silêncio não é adoração, não é crença e não depende de qualquer tipo de doutrina. 

E ela não depende de um dogma, não é disciplina e não pode ser um meio para chegar a algo mais.

A meditação surge como um intenso e espontâneo sentimento de presença, e ela se faz acompanhar da experiência profunda e desconcertante de uma tremenda intensidade de percepção total.

Nessa mesma presença que você não pode invocar ou inventar, há aquela imensidão vibrante que surge por si mesma como uma súbita experiência de unidade.

Não se deixe enganar; a meditação já está aí; é sua essência mais profunda e a essência mesma de tudo. 

Ela vem com naturalidade do "Ser que É" e não pode vir de algo que você esteja fazendo. Ela não virá de suas lutas, suas esperanças e seus sonhos de vir a ser algo mais ou especial.

Por esse motivo, estar ali presente é um "não fazer"; é a experiência direta e simples do que é não ação. Seu eu não é capaz de tal coisa porque a presença não é uma questão de fazer algo; conquistar alguma coisa ou lutar por algo mais.

Ela é essa experiência de estar Presente por inteiro e então com uma grande calma olhar na própria mente com toda a percepção; sentir de maneira total o que se move ali e compreender a coisa toda com um só olhar profundo e alerta.

Viver de maneira simples e total em plena presença é o fim do medo e é o fim da divisão que isola você de si mesmo e sufoca a Vida em seu coração.

Sua nova presença deliberada e alerta em si mesmo é a queda desse seu eu isolado que rejeita o que é Real e luta por um sonho sem fim. E estar ali presente olhando dentro desse sonho de viver é o fim da consciência dividida.

Então estar presente é aprender a morrer momento a momento e somente nesse morrer para as complicações do eu, isso de ser feliz e se sentir em plenitude pode ser mais que um sonho.


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Medo é imaginação 

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