O maior dos desafios de um discípulo é passar por esse conhecimento devastador da morte por dentro. Mas não há nenhuma vida verdadeira sem essa travessia interior.
Não há nisso que é morte qualquer negociação. Diante dela de nada adianta você pode pedir mais tempo; ali o tempo acabou, o pensamento finda, a mente está silenciosa e o eu não é mais.
A morte sempre é algo definitivo e total; e sua natureza é absoluta; divina mesmo. E a morte tem de ser divina porque a Vida é pura divindade em ação.
O problema com a morte é que ela está sempre fora de seu controle; aliás como tudo na vida. E não pode ser diferente porque morte e Vida não são dois; são um único fenômeno de Ser. Não existe isso de morte contra a Vida e a Vida está sempre surgindo da morte. Quanto mais morte, mais Vida e isso está acontecendo agora em todo o universo.
Morte e Vida; uma nascendo de dentro da outra, uma surgindo da outra a cada instante.
Por esse motivo na realidade, não há isso de morte no fim da vida; é como uma fonte abundante, o que existe é um vasto nascimento constante; transbordamento vivo e constante, sem fim.
E ela é como todas as coisas que são naturais: uma espontaneidade de ser. Ela vem quando quer e isso não depende de seu desejo. Não adianta querer morrer e de nada adianta desejar não morrer.
Quando alguém vai nascer, ninguém sabe dizer exatamente quando; e quando alguém vai morrer é o mesmo. Porque não são duas experiências; são uma experiência única de Ser.
Só há uma forma de atravessar a morte: deixando que aquilo aconteça por si mesmo. Deixando que aquilo seja o que É e mova-se segundo sua própria inteligência.
A morte exige total abandono de si mesmo e nesse abandono mostra-se o Ser que É.
Mas você nunca faz isso, nunca confia e jamais deixa que a coisas sejam apenas aquilo que são. E não vai ser na hora da morte que isso vai acontecer. Daí a importância de conhecer a morte aprendendo a olhar com calma dentro dela, a cada reação da mente diante do movimento total da Vida.
Esse largar a coisa e confiar; esse simples desprender-se; esse deixar ser o que É é a coisa mais difícil para um discípulo. Porque nosso treinamento mental é nos manter agarrados; é lutar pelo controle, possuir algo para chamar de "meu".
O problema com isso é que jamais abandonamos nossa obsessão pelo controle e estamos sempre nos agarrando a algo. Vivemos de desejos e crenças e todas as formas de crença são uma tentativa desesperada de controle.
A forma mais baixa dessa mentalidade obsessiva é a tentativa de controlar o outro, e sua forma mais violenta é a tentativa de controlar a morte. A mais baixa é chamada de ciúme e a forma mais violenta chamamos de Deus.
Mas a resposta ao desafio de morrer, assim como o de viver, não é lutar por mais controle.
A resposta é mais e mais consciência.
E somente a presença que se traduz em compreensão, olhando todos os dias alerta dentro das reações dessa mente que não quer largar seu eu, é capaz de nos levar a esse crescimento feliz e simples na consciência.
Baixe aqui a apresentação dessa mandala de conhecimento em PDF
Morrer para o que Conhece
Se desejar uma visualização mais precisa, solicite sua mandala de conhecimento em alta resolução por e-mail.
Aproveite!